Decisões de Dino cortam privilégios e concentram no STF a palavra final sobre punição de juízes

Brasília – 17/03/2026. Duas decisões recentes do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), eliminaram benefícios financeiros considerados irregulares e alteraram a dinâmica de punição disciplinar de magistrados, desencadeando forte reação de entidades da categoria.

Leia mais

Fim da aposentadoria compulsória

Na mais recente deliberação, Dino determinou que a pena máxima aplicável a juízes condenados por infrações graves deixe de ser a aposentadoria compulsória com proventos proporcionais. A partir de agora, caso o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decida pela perda de cargo, caberá ao próprio STF confirmar ou não a demissão, por se tratar da única instância revisora das decisões do órgão.

Leia mais

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) classificou a medida como tentativa de “legislar por decisão judicial” e lembrou que a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) ainda prevê a aposentadoria compulsória como segunda maior punição disciplinar.

Leia mais

Dino baseou‐se na emenda constitucional da reforma da Previdência, aprovada em 2019, que retirou do texto constitucional a possibilidade de aposentadoria disciplinar com subsídios proporcionais. Para o ministro, a supressão dessa referência extinguiu a penalidade.

Leia mais

Supersalários e extensão da “reclamação”

Antes disso, em 5 e 19 de fevereiro, Dino suspendeu o pagamento de verbas não previstas em lei que engordam os salários de servidores – conhecidos como “penduricalhos”. As liminares foram concedidas em uma reclamação apresentada originalmente por procuradores municipais do interior paulista, que buscavam receber honorários até o teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil) e não até o subteto da categoria (R$ 41,8 mil).

Leia mais

O ministro ampliou o alcance da ação para todos os servidores que percebem valores semelhantes, argumentando que a reclamação tem “vocação metaindividual” e efeito erga omnes quando há violação coletiva de jurisprudência do STF. O Tribunal de Justiça de São Paulo contestou, alegando que a decisão ultrapassou “em muito” os limites do processo.

Leia mais

O Sindicato dos Magistrados do Brasil sustentou que a liminar ignora o devido processo legal e 11 associações de magistrados, procuradores e defensores enviaram manifestação ao STF alertando sobre o risco de redefinição dos efeitos da reclamação.

Leia mais

Projeto no Senado

Enquanto isso, tramita no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2024, apresentada por Flávio Dino quando ainda era senador, que pretende proibir expressamente a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar. A matéria está pautada para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta‐feira, 18 de março. Caso aprovada, precisará ainda passar por dois turnos no plenário do Senado e outros dois na Câmara dos Deputados.

Leia mais

Advogados e integrantes da magistratura temem que a concentração da decisão final nas mãos do Supremo coloque juízes sob risco de perda total de renda em caso de punição, o que, segundo críticos, poderia influenciar a independência funcional.

Leia mais

Com informações de Gazeta do Povo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão