O ministro Cristiano Zanin, atual presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou nesta quinta-feira, 11, seu voto na ação penal que acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão reforça a projeção do magistrado, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.
Lula anunciou o nome de Zanin em 1º de junho de 2023, para a vaga aberta com a aposentadoria de Ricardo Lewandowski. Em 21 de junho, o Senado aprovou a indicação por 58 votos favoráveis e 18 contrários. A posse ocorreu em 3 de agosto de 2023. Pelas regras atuais, o ministro poderá permanecer no cargo até 2050.
Nascido em Piracicaba (SP) em 1976, Zanin formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1999 e concluiu especialização em Direito Processual Civil na mesma instituição. Também lecionou Direito Civil e Direito Processual Civil na Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp).
Antes de chegar ao Supremo, o ministro trabalhou em casos empresariais de grande porte, como a recuperação judicial da Varig e a falência da Transbrasil, além de participar das negociações do acordo de leniência da J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Ganhou notoriedade como advogado de defesa de Lula na Operação Lava Jato. Na estratégia, levou o caso à Organização das Nações Unidas (ONU) e obteve decisão favorável ao ex-presidente. O trabalho resultou na anulação das condenações contra Lula, restaurando seus direitos políticos e viabilizando a candidatura de 2022. O escritório de Zanin recebeu cerca de R$ 1,2 milhão em honorários pagos com recursos do fundo eleitoral da campanha petista. Após a eleição, integrou o gabinete de transição do novo governo.
Imagem: Marcelo Camargo
Desde a posse, Zanin já se posicionou em temas relevantes:
Com atuação marcada pela defesa de Lula e pelos primeiros votos no STF, Cristiano Zanin segue ampliando sua influência na Corte, onde poderá atuar pelas próximas décadas.
Com informações de Gazeta do Povo
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