Brasília – A aproximação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas sondagens para 2026, somada à repercussão das suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto e na direção do PT.
Levantamento Genial/Quaest divulgado em 11 de março mostra os dois empatados em um eventual segundo turno, com 41% cada. No estudo anterior, de fevereiro, Lula aparecia com 43% contra 38% de Flávio. O instituto entrevistou 2.004 eleitores, presencialmente, entre 5 e 9 de março; margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95% (TSE nº BR-05809/2026).
No fim de fevereiro, pesquisa Atlas/Bloomberg já indicava empate técnico: Flávio tinha 46,3% e Lula, 46,2% (margem de erro de um ponto). Em janeiro, o petista registrava 49,2% e o senador, 44,9%. O Atlas ouviu 4.986 brasileiros por recrutamento digital (TSE BR-07600/2026).
Em reunião interna, o presidente do PT, Edinho Silva, avaliou que Flávio pode se converter em “catalisador do sentimento antissistema” e pediu mobilização da militância nas redes. “Nenhum robô debate mais que um militante estimulado”, afirmou.
Dirigentes petistas discutem ação conjunta para rebater o crescimento do senador e reduzir danos provocados pelas investigações sobre Lulinha. A ideia é ocupar redes sociais com conteúdos favoráveis ao governo e críticas ao adversário.
No Planalto, auxiliares defendem que o empresário venha a público explicar a movimentação de R$ 19,5 milhões detectada após a CPMI do INSS aprovar a quebra de seu sigilo bancário e fiscal — medida suspensa pelo ministro Flávio Dino, do STF. O tema será analisado pelo Supremo na sexta-feira, 13.
Lula telefonou ao filho orientando cautela e disposição para assumir responsabilidades caso surjam indícios de irregularidades. A defesa, comandada pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, sustenta que não há provas e pede o arquivamento da apuração.
Para o cientista político André César, da Hold Assessoria, Flávio começa a reunir eleitores de direita, centro-direita e independentes, tornando a disputa mais aberta. O próprio senador atribui o avanço ao “legado” do ex-presidente Jair Bolsonaro e promete apresentar, no fim do mês em São Paulo, um programa focado em crescimento econômico.
Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, reforça a leitura bipartidária: “Existem dois partidos no Brasil: PT e PL”. A definição da chapa, diz ele, dependerá das alianças construídas ao longo do processo.
Com os novos números e o caso Lulinha no centro do debate, aliados de Lula admitem que o clima de segundo turno foi antecipado, exigindo reação imediata para conter a perda de terreno nas pesquisas.
Com informações de Gazeta do Povo
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