A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). O parecer, colocado em votação após sessão iniciada às 9h44 de sexta-feira (27) e encerrada às 1h14, teve 19 votos contrários e 12 favoráveis.
O documento recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas:
Gaspar também sugeria que a Advocacia do Senado solicitasse à Justiça a prisão preventiva de Lulinha, alegando “indícios concretos” de risco de fuga.
Parlamentares governistas protocolaram um texto substitutivo propondo o indiciamento de 130 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encerrou a reunião sem submetê-lo à análise.
Sem consenso, a CPMI encerra seus trabalhos no prazo final previsto, neste sábado (28), sem aprovar um parecer conclusivo. Viana informou que distribuirá cópias do relatório rejeitado a órgãos de controle, como Supremo Tribunal Federal (STF) e Procuradoria-Geral da República (PGR).
Criada em 2025 para apurar suspeitas de descontos irregulares em benefícios previdenciários, a CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025. Ao longo de seis meses, quebras de sigilo e oitivas de servidores, aposentados e representantes de entidades apontaram fragilidades no sistema do INSS. Tentativa de prorrogação dos trabalhos acabou barrada pelo Supremo Tribunal Federal, obrigando a conclusão até 28 de março de 2026.
Com informações de G1
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Esta página foi gerada pelo plugin
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!