O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto abriu o WhatsApp da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, às 8h do dia 18 de fevereiro, enquanto ela agonizava com um tiro na cabeça na sala do apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo. Três minutos antes, ele havia telefonado para o 190 e, às 8h05, pediu apoio ao Corpo de Bombeiros, informando que a companheira teria cometido suicídio.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do oficial em 17 de março, após concluir que Gisele, 32 anos, foi assassinada. No momento do disparo, apenas o coronel estava no imóvel.
A visualização do aplicativo foi percebida por uma amiga de infância da soldado, que trocara mensagens com ela pela última vez em dezembro. Para essa amiga, Gisele enviou áudios nos quais dizia não acreditar que viveria muito tempo.
A filha de Gisele, de 7 anos, contou à avó sentir medo do padrasto e descreveu um ambiente doméstico tenso. Segundo depoimento da mãe da policial, a criança foi levada pelo pai biológico em 17 de fevereiro, um dia antes do crime.
Exames iniciais indicaram marcas no rosto e no pescoço compatíveis com pressão de dedos e unha, sugerindo possível esganadura antes do disparo. Peritos também localizaram o projétil no couro cabeludo do lado esquerdo, após fratura extensa do crânio.
Em entrevista à TV Record, o tenente-coronel atribuiu as lesões à própria vítima. Laudos complementares, porém, reforçaram que as marcas são contundentes e correspondem a compressão manual.
O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita poucas horas depois e, agora, é investigado como feminicídio.
Com informações de Metrópoles
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