A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, na tarde desta terça-feira (24/03/2026), a suspensão do sigilo que o Tribunal de Contas da União (TCU) havia imposto a auditorias relacionadas às irregularidades que culminaram na liquidação extrajudicial do Banco Master.
Com a decisão, os documentos poderão ser consultados livremente, excetuando-se informações protegidas por lei, como dados bancários, conversas telefônicas e registros pessoais.
Entre os relatórios agora acessíveis está a apuração aberta pelo TCU contra o Banco Central, que analisou todo o processo de liquidação do Master. Até então, o material tramitava sob segredo de Justiça.
“Estamos retirando o sigilo. A sociedade tem direito de conhecer esses documentos”, afirmou o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante a reunião.
A derrubada da confidencialidade atendeu a requerimento dos senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Eduardo Braga (MDB-AM). Braga criticou a exigência de que os parlamentares assinassem termo de confidencialidade: “Um órgão auxiliar do Legislativo não pode impor sigilo ao Legislativo sobre algo que deve ser absolutamente transparente”, disse.
No mesmo encontro, Renan Calheiros apresentou três projetos de lei resultantes do grupo de trabalho criado pela CAE para acompanhar o caso Master:
Os projetos serão distribuídos às comissões temáticas competentes antes de seguirem ao plenário.
Com informações de Gazeta do Povo
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