Comissão da Câmara aprova projeto que cria política para facilitar compra da primeira arma

Brasília — A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou em 18 de fevereiro de 2026 o Projeto de Lei 2.959/2025, que institui a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo (PNAPAF) voltada à legítima defesa de cidadãos brasileiros.

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O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Zucco (PL-RS), à proposta original do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Segundo Zucco, a mudança foi necessária para afastar pontos considerados inconstitucionais, como a criação de obrigações diretas para o Poder Executivo.

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Criteriosos incentivos

O substitutivo prevê estímulo ao acesso à primeira arma por meio de incentivos fiscais e linhas de financiamento, mas deixa a definição dos detalhes para regulamentação posterior pelo Executivo. Dispositivos que detalhavam isenções de IPI, Imposto de Importação e PIS/Cofins foram suprimidos por falta de previsão orçamentária.

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Quem terá prioridade

Foram mantidos os critérios de prioridade listados na proposta original. Terão preferência:

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  • vítimas de violência doméstica com medida protetiva;
  • vítimas de atentados contra a vida ou integridade física;
  • vítimas de crimes contra o patrimônio;
  • residentes em zonas rurais ou áreas vulneráveis;
  • cidadãos com renda de até cinco salários-mínimos.
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Para aderir ao programa, o interessado deverá ser brasileiro, possuir a idade mínima prevista em lei, estar em dia com a Receita Federal, não ter arma registrada anteriormente e apresentar autorização válida da Polícia Federal ou do Exército.

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Tramitação

O projeto segue para análise das comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça (CCJ). Por tramitar em caráter conclusivo, não precisa ir ao plenário, a menos que seja rejeitado em alguma comissão ou que 51 deputados apresentem recurso para apreciação em sessão do plenário. Se aprovado, será encaminhado ao Senado e, depois, à sanção presidencial.

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Durante o debate na comissão, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) classificou a proposta como um incentivo à “compra consciente” e afirmou que o acesso do cidadão à arma dificulta crimes de oportunidade. Em tom de brincadeira, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) sugeriu rebatizar a iniciativa de “Minha Arma, Minha Vida”.

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A PNAPAF também prevê que caberá ao Poder Executivo indicar os órgãos responsáveis pela gestão da política e editar a regulamentação necessária.

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Com informações de Gazeta do Povo

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