CNJ sinaliza arquivamento de pedido para investigar Moraes no caso Banco Master

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá arquivar, sem análise de mérito, o requerimento apresentado pelo deputado Sanderson (PL-RS) que pedia a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no contexto das suspeitas envolvendo o Banco Master.

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De acordo com a Corregedoria Nacional de Justiça, o órgão não possui competência para apurar a conduta de integrantes do STF. Pela Constituição, magistrados da Suprema Corte só podem ser alvo de investigação disciplinar conduzida pelo próprio plenário do tribunal, que atua como instância corregedora excepcional.

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Pedido protocolado pelo parlamentar

Na terça-feira (30), Sanderson protocolou no CNJ solicitação para que o corregedor nacional, ministro Mauro Campbell Marques, instaurasse PAD contra Moraes e determinasse seu afastamento cautelar das funções. O parlamentar citou reportagens que relacionam o ministro a suposta atuação em favor do Banco Master junto ao Banco Central (BC) e mencionou contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, e a instituição financeira.

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O deputado argumentou que os fatos poderiam configurar conflito de interesses e violação dos princípios de imparcialidade e reserva institucional exigidos de juízes.

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Posicionamento da PGR

Antes do pedido ao CNJ, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia arquivado representação semelhante. Em parecer, o procurador-geral Paulo Gonet concluiu que não há indícios de ilegalidade no contrato entre o escritório de Viviane Moraes e o Banco Master e que as notícias publicadas não apresentam provas de irregularidades.

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Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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Resposta de Moraes

Alexandre de Moraes negou ter atuado em benefício do banco. Segundo o ministro, suas conversas com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, trataram exclusivamente das consequências da Lei Magnitsky, sanção imposta a ele pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Com base no entendimento de que ministros do STF não se submetem à fiscalização do CNJ, a Corregedoria informou que o pedido de Sanderson será automaticamente arquivado.

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Com informações de Gazeta do Povo

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