China volta a liberar chips ao Brasil e reduz ameaça de paralisação nas montadoras

São Paulo – Representantes do governo chinês informaram na sexta-feira (7) que o país voltará a autorizar o envio de semicondutores para as montadoras instaladas no Brasil. A confirmação foi dada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet.

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O restabelecimento das exportações alivia o temor de interrupção nas linhas de montagem, aceso no fim de outubro após a intervenção do governo holandês na fabricante de chips Nexperia, controlada por capital chinês. A medida holandesa levou Pequim a suspender, de forma temporária, as vendas externas de semicondutores, gerando alerta em toda a cadeia automotiva.

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Autorização gradual

Segundo Calvet, os interlocutores chineses comunicaram que as licenças de exportação estão sendo restituídas gradualmente. Duas frentes explicam o avanço:

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  • liberação para empresas que operam no Brasil e possuem fábricas na China;
  • concessão de uma licença especial, na semana passada, a companhias brasileiras que enfrentavam maior dificuldade para importar os componentes.
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O dirigente da Anfavea ressaltou que, embora a situação tenha melhorado, ainda não há normalização total do fluxo. Caso ocorra uma nova interrupção, a produção nacional poderá voltar a ser afetada.

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Importância dos chips

Os semicondutores são fundamentais para sistemas de segurança e de controle veicular, como freios ABS, airbags, injeção eletrônica, gerenciamento de motor e sensores. Cada veículo moderno utiliza de 1 000 a 3 000 chips, de acordo com a entidade setorial.

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Atuação do governo brasileiro

O retorno das exportações chinesas foi antecedido por contatos entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e a Embaixada da China em Brasília. No fim de outubro, a Anfavea já havia alertado o governo brasileiro sobre o risco de desabastecimento e pedido intervenção diplomática.

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Imagem: Andrew Angelov

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Origem da crise

A origem do impasse remonta à decisão da Holanda de intervir na Nexperia, alegando preocupação com a transferência de tecnologia para a China. Em resposta, Pequim suspendeu temporariamente suas exportações de chips, travando parte da cadeia global. No Brasil, o impacto seria maior porque a Nexperia é a principal fornecedora dos semicondutores usados nos carros flex.

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No fim da semana passada, a Nexperia retomou os embarques a partir da China, e o governo holandês avalia a possibilidade de recuar na intervenção.

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Com informações de Olhar Digital

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