China coloca em consulta pública regras para restringir coleta de dados pessoais por aplicativos

A Administração do Ciberespaço da China (CAC) divulgou neste sábado, 10 de janeiro de 2026, um projeto de regulamentação que impõe limites rigorosos à coleta e ao uso de informações pessoais por aplicativos digitais.

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O texto determina que os desenvolvedores só poderão solicitar dados “estritamente necessários” para fornecer um serviço ou produto. Qualquer uso além desse escopo ficará proibido.

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Exigências aos aplicativos

Logo no primeiro acesso, os aplicativos terão de apresentar de forma clara:

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  • quais dados serão coletados;
  • para que finalidade serão utilizados;
  • por quanto tempo ficarão armazenados.
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Essas informações deverão aparecer em local destacado — como pop-ups — e o usuário precisará dar consentimento explícito antes que a coleta comece.

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Proibição de acesso a dados de terceiros

A minuta veta a obtenção de informações que pertençam a pessoas que não sejam o próprio usuário, incluindo contatos da agenda, registros de chamadas ou mensagens de SMS. A única exceção ocorre em situações consideradas indispensáveis, como funções de comunicação, inclusão de contatos ou backup.

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Compartilhamento com terceiros

Se houver repasse de dados a outras empresas ou serviços, os responsáveis pelo aplicativo deverão solicitar autorização específica do usuário.

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Prazos e próximos passos

O projeto ficará aberto para contribuições da sociedade até 9 de fevereiro de 2026. A iniciativa integra um esforço mais amplo de Pequim para reforçar a proteção de direitos dos usuários e tornar mais transparentes as práticas de tratamento de dados pessoais no ecossistema digital.

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Com informações de Olhar Digital

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