Mensagens obtidas pela Polícia Federal no telefone do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, descrevem uma rede de contatos que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes da cúpula do Congresso Nacional e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o material analisado, Vorcaro relatou participação em um evento patrocinado pelo Banco Master em Londres, onde discursou diante de ministros do STF. Planilhas da investigação citam Alexandre de Moraes e Dias Toffoli sentados em mesas custeadas pela instituição. A assessoria de Moraes negou qualquer irregularidade ou troca direta de mensagens com o empresário.
Conversas encontradas no aparelho mostram proximidade do banqueiro com parlamentares influentes. Vorcaro chamou o senador Ciro Nogueira de “grande amigo de vida” e relatou presenças em jantares na residência oficial da Câmara, ao lado do deputado Hugo Motta, e na residência oficial do Senado, com Davi Alcolumbre. As mensagens indicam acompanhamento “em tempo real” de projetos de lei de interesse do mercado financeiro, como alterações no Fundo Garantidor de Créditos.
O banco de dados da PF confirma menção a uma reunião fora da agenda oficial entre Vorcaro e Lula, realizada em dezembro de 2024. O próprio presidente confirmou publicamente o encontro, articulado pelo ex-ministro Guido Mantega e que contou com Rui Costa e Gabriel Galípolo. Segundo Vorcaro, o objetivo foi criticar a concentração bancária no país.
A corporação ressalta que a simples citação de autoridades não comprova envolvimento em delitos. As mensagens, contudo, ajudam a PF a traçar o alcance da influência do banqueiro. O material foi apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes bilionárias atribuídas ao Banco Master.
As revelações intensificaram a pressão sobre o governo federal e o Judiciário. Parlamentares da oposição aguardam a possibilidade de Vorcaro firmar acordo de colaboração premiada, o que poderia ampliar o impacto do caso devido aos contatos diretos do empresário com integrantes dos três Poderes.
As investigações seguem em curso enquanto a PF analisa novas trocas de mensagens e documentos vinculados ao banqueiro.
Com informações de Gazeta do Povo
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