A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei 3.640/2023, que regulamenta o regime jurídico das ações de controle concentrado no Supremo Tribunal Federal (STF) e mantém a possibilidade de decisões monocráticas na Corte.
A matéria, analisada em caráter conclusivo, seguirá diretamente para o Senado sem passar pelo plenário da Câmara.
O texto é fruto do trabalho de uma comissão de juristas presidida pelo ministro Gilmar Mendes, encarregada de sistematizar normas de processo constitucional. A proposição foi apresentada pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que celebrou a aprovação: “É uma grande satisfação ver aprovado esse importante projeto para o Brasil que atualiza a lei das ações constitucionais”, declarou.
Relator da matéria, o deputado Alex Manente (Cidadania-SP) afirmou que o projeto “harmoniza a relação entre os Poderes” e “encurta a validade” das decisões individuais ao exigir rápida apreciação pelo Plenário.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) elogiou o “trabalho hercúleo” do relator e disse que ajustes de última hora permitiram apoio unânime do PL ao texto.
Imagem: Bruno Spada
Durante a votação, Manente suprimiu dispositivos que autorizavam a celebração de acordos judiciais em matérias constitucionais e reduziu a abrangência do conceito de omissão inconstitucional. Pelo novo texto, o STF apenas comunicará ao Poder competente a necessidade de regulamentação; somente quando se tratar de órgão administrativo poderá fixar prazo de 30 dias para a adoção de medidas.
Com a aprovação na CCJ, o projeto dependerá agora da análise do Senado Federal.
Com informações de Gazeta do Povo
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