Cientistas elucidam causas de reflexos anormais no Oceano Antártico

Brasília, 9 ago. 2025 – Após mais de 20 anos de observações por satélite, pesquisadores identificaram a origem das extensas áreas de brilho intenso no Oceano Antártico. O fenômeno é provocado principalmente por diatomáceas ricas em sílica e por cocolitóforos, microalgas que possuem conchas de carbonato de cálcio capazes de refletir a luz.

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Investigação começou nos anos 2000

No início da década de 2000, Barney Balch, então cientista sênior do Bigelow Laboratory for Ocean Sciences, notou que grandes faixas ao redor da Antártica apresentavam luminosidade superior ao restante do mar. O grupo batizou essa região de “Grande Cinturão de Calcita”, caracterizada por altos níveis de carbono inorgânico particulado.

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Estudos posteriores confirmaram que o reflexo vinha das conchas de carbonato de cálcio dos cocolitóforos. Entretanto, outra zona ainda mais ao sul – considerada fria demais para esses organismos – também surgia como brilho intenso nas imagens, mantendo o mistério em aberto.

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Missão ao sul da latitude 60°S

A resposta foi obtida quando Balch e colegas embarcaram no navio R/V Roger Revelle até a latitude 60 °S, numa área onde correntes formam grandes vórtices. A equipe mediu cor da água, taxas de calcificação, fotossíntese, além de concentrações de carbono inorgânico e sílica em diversas profundidades.

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Com dados biogeoquímicos, ópticos e contagem microscópica de microrganismos, os cientistas observaram uma transição nas comunidades de plâncton: dinoflagelados nos subtópicos, cocolitóforos no cinturão de calcita e diatomáceas nas águas mais frias, ao sul da Frente Polar.

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Diatomáceas explicam brilho nas águas austrais

As diatomáceas produzem frústulas – estruturas de sílica semelhantes a caixas – que refletem a luz de modo parecido ao dos cocolitóforos, mas exigem maior densidade para produzir o mesmo efeito óptico. A presença abundante desses organismos nas latitudes austrais explica o brilho detectado, resolvendo o enigma.

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Imagem: Bigelow Laboratory for Ocean Sciences via olhardigital.com.br

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Pela primeira vez, o grupo também registrou pequenas quantidades de carbono inorgânico e sinais de calcificação nessas águas, além de identificar cocolitóforos suportando temperaturas mais baixas do que se imaginava. Os vórtices podem atuar como “populações-semente”, abastecendo continuamente o Grande Cinturão de Calcita.

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Relevância climática

A identificação dos organismos responsáveis pelos reflexos ajuda a compreender o transporte de carbono no Oceano Antártico, um dos principais sumidouros de CO2 do planeta. Os resultados também indicam a necessidade de aprimorar algoritmos que traduzem dados de satélite para prever a biologia marinha.

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O estudo completo foi publicado na revista Global Biogeochemical Cycles.

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Com informações de Olhar Digital

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