Governador do RJ afirma que Planalto recusou apoio das Forças Armadas em operação contra o tráfico

O governador Cláudio Castro (PL) declarou nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou três solicitações de apoio das Forças Armadas para ações de combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Segundo ele, a negativa obrigou o estado a executar sozinho a megaoperação deflagrada hoje nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital.

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A incursão, destinada a capturar cerca de 100 lideranças do Comando Vermelho, resultou na prisão de 81 suspeitos até o fim da manhã. Castro afirmou que as requisições incluíam o empréstimo de blindados e outros equipamentos militares, mas foram rejeitadas com o argumento de que seria necessária uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — medida que, de acordo com o governador, não conta com o aval do presidente.

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“Já fizemos três pedidos e recebemos três negativas. Cada vez apontam um motivo diferente. Entendemos que o Rio está sozinho nessa guerra”, disse o governador em coletiva.

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Resposta do Ministério da Justiça

Em nota divulgada à tarde, o Ministério da Justiça e Segurança Pública contestou as críticas. A pasta afirmou ter atendido “prontamente” aos pedidos do governo fluminense para o emprego da Força Nacional de Segurança Pública e ressaltou “investimentos significativos” feitos no estado.

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Plano de retomada de territórios

Castro informou ainda ter enviado ao Conselho Nacional do Ministério Público um plano escalonado para recuperar áreas controladas por facções criminosas. O projeto depende de validação do Supremo Tribunal Federal (STF) e prevê financiamento federal. “Estamos prontos para iniciar assim que o STF autorizar”, declarou.

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Imagem: Fernando Frazão

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ADPF das Favelas

O governador criticou organizações que questionaram operações policiais em comunidades e mencionou a ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que impôs restrições ao uso de helicópteros armados em 2019. Ele disse estranhar a ausência de manifestações contra o uso de drones com explosivos por criminosos.

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De acordo com o governo estadual, a ação desta terça segue as exigências da ADPF 635: policiais usam câmeras corporais e ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate acompanham a operação. Todos os batalhões da cidade permanecem de prontidão para possíveis represálias dos traficantes.

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Com informações de Gazeta do Povo

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