Funcionários da Casa Branca estão pedindo a parlamentares dos Estados Unidos que não aprovem o GAIN AI Act, proposta que limitaria o envio de chips de inteligência artificial da Nvidia para a China e outros países considerados adversários de Washington, informou a agência Bloomberg.
O texto cria um sistema de priorização que obrigaria fabricantes a atender primeiro compradores norte-americanos, na prática reduzindo a disponibilidade de componentes avançados no exterior. A Nvidia faz campanha contra a medida, alegando que clientes dos Estados Unidos não enfrentam falta de chips.
Nem todas as empresas de tecnologia compartilham essa posição. A Microsoft apoia o projeto, argumentando que a regra ajudaria a garantir acesso constante ao hardware e fortaleceria sua competitividade frente a rivais chineses. O GAIN AI Act também prevê facilitar o envio de chips de IA para data centers operados por companhias norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita.
Se o projeto for derrotado, congressistas já avaliam outra iniciativa, o SAFE Act (Secure and Feasible Export Act) de 2025. A proposta determinaria que o Departamento de Comércio negue, por 30 meses, pedidos de exportação à China de qualquer chip de IA mais avançado do que os atualmente permitidos.
Desde 2022, Washington impõe controles às remessas da Nvidia para Pequim, citando o risco de que sistemas de IA avancem o poderio militar chinês. Em abril, o governo Trump barrou o envio do modelo H2O, desenvolvido especialmente para o mercado chinês, dentro dos limites já fixados pelas autoridades norte-americanas.
Imagem: Nor Gal
Além disso, empresas que pretendem vender chips de IA de alto desempenho a cerca de 40 países, incluindo Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, precisam solicitar autorização em Washington, diante do temor de que a tecnologia acabe beneficiando a China.
A discussão no Capitólio coincide com a estratégia dos Estados Unidos de preservar a liderança em inteligência artificial, ao mesmo tempo em que tenta impedir avanços chineses no setor.
Com informações de Olhar Digital
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