Câmara de Palmas publica nota após operação da Polícia Civil contra assessor suspeito de extorsão

A Câmara Municipal de Palmas divulgou comunicado na tarde desta sexta-feira, 20, depois de a Polícia Civil do Tocantins realizar uma operação que teve como alvo um servidor da Casa.

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No texto, o Legislativo informou que o investigado está lotado na Diretoria de Segurança e ressaltou que não concorda com o comportamento apurado. A instituição acrescentou que acompanhará o desenrolar do processo para adotar, se necessário, as providências cabíveis.

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Entenda a operação

A ação foi executada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), que cumpriu mandado de busca e apreensão contra o assessor parlamentar Layson Victor Silva Soares, 25 anos. Ele trabalha no gabinete do presidente da Câmara, vereador Marilon Barbosa (REP), e é investigado por suspeita de extorsão.

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De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncia de uma vítima que, em maio de 2025, contraiu um empréstimo de R$ 6 mil com o assessor, apontado como agiota. Apesar disso, ela recebeu apenas R$ 5.250; o restante teria sido retido como supostos “juros”. Em junho, a dívida já somava R$ 12 mil, valor mais que dobrado em um mês. Até o momento, a vítima afirma ter pago R$ 7.400, montante superior ao que de fato recebeu.

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Mesmo com os pagamentos, as cobranças teriam continuado. O investigado, segundo a denúncia, passou a ameaçar a vítima, enviando inclusive cobradores à residência. Em julho de 2025, as intimidações teriam evoluído para a exigência de quitação até 31 de dezembro deste ano, sob pena de os valores já pagos serem considerados apenas juros, mantendo a dívida principal.

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A vítima também relatou o recebimento de fotografias de sua casa, indicando possível monitoramento de sua rotina e de familiares. Conversas e comprovantes de depósito apresentados à polícia embasaram a abertura do inquérito.

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Durante o cumprimento do mandado, a Justiça determinou medidas cautelares distintas da prisão, entre elas a proibição de contato e de aproximação da vítima.

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O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Queiroz, afirmou que a operação foi motivada pela gravidade das ameaças e pela necessidade de interromper a prática investigada, destacando indícios de imposição de grave ameaça para obtenção de vantagem econômica indevida.

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A reportagem aguarda manifestação da defesa do suspeito.

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Com informações de Sou de Palmas

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