A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição 3/21, conhecida como PEC da Imunidade. O texto obteve 353 votos favoráveis e 134 contrários, superando o quórum exigido para mudanças constitucionais. A matéria segue para o segundo turno de votação e, na sequência, para análise dos destaques que podem alterar pontos específicos.
A proposta estabelece que deputados e senadores só poderão responder a ações penais com autorização da respectiva Casa legislativa, reforçando a blindagem aos mandatos. Entre os principais pontos estão:
A inclusão da PEC na pauta foi decidida em reunião de líderes na manhã desta terça. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o objetivo é garantir a “autonomia do mandato parlamentar” diante do que classificou como abusos contra congressistas.
Relator da proposta, o deputado Claudio Cajado (PP-BA) argumentou em plenário que as prerrogativas são necessárias para proteger a independência do Legislativo e não devem ser confundidas com privilégios pessoais.
Apesar do apoio expressivo, a PEC enfrenta críticas dentro e fora do Congresso. Para oposicionistas e parte da sociedade civil, o texto dificulta investigações e reforça mecanismos de autoproteção. O governo federal indicou posição contrária, mas reconhece a dificuldade em barrar o avanço da matéria diante do engajamento de partidos do centrão e de alas da base.
Imagem: Kayo Magalhães
Uma nova reunião de líderes foi marcada para quarta-feira (17) para tratar da anistia a envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, tema que divide o plenário. O encontro também poderá definir o calendário para o segundo turno da PEC da Imunidade, que precisa de nova aprovação para seguir ao Senado.
Com informações de Gazeta do Povo
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