Caiado afirma que Lula seria derrotado em eventual segundo turno em 2026

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo União Brasil, Ronaldo Caiado, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguirá a reeleição caso a disputa de 2026 chegue ao segundo turno.

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A avaliação foi feita em entrevista publicada nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, pela revista Veja. Segundo Caiado, a atual pulverização de nomes na direita facilita a realização de um segundo turno e, nesse cenário, o petista seria derrotado.

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“Com quatro ou cinco pré-candidatos no nosso campo, há segundo turno em todas as simulações, e o Lula não vence”, afirmou o governador.

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Contraponto às pesquisas

A posição de Caiado diverge do levantamento mais recente do instituto Quaest, que apontou Lula na liderança em todos os cenários testados, embora integrantes da família Bolsonaro tenham avançado nos índices.

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No cenário de segundo turno medido pela pesquisa, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 31% de Caiado. Em primeiro turno, o goiano não ultrapassa 10% em nenhum cenário, percentual que ele considera normal a esta altura do processo eleitoral.

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Rejeição e custo de vida

Para sustentar a tese de que o presidente não se reelegeria, Caiado recorre a dados de rejeição da mesma sondagem: 56% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece mais um mandato, e 63% disseram que a situação de vida “não está boa”. O governador atribui a insatisfação ao custo de vida elevado, aos juros altos e ao encarecimento da cesta básica.

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Imagem: Lula Marques

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Críticas a Ciro Nogueira e articulações partidárias

Caiado também criticou o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), por não citá-lo como opção competitiva para 2026 — Nogueira menciona apenas o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o paranaense Ratinho Jr. (PSD). Para o goiano, o Tribunal Superior Eleitoral ainda não homologou a federação que envolve o União Brasil, motivo pelo qual o senador não poderia falar em nome da legenda.

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O pré-candidato acrescentou que mantém conversas com Solidariedade e Podemos em busca de alianças, argumento que considera indispensável em disputas majoritárias.

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Faltando cerca de um ano para o início oficial da campanha, Caiado defendeu que a oposição mantenha múltiplos nomes no páreo até as definições finais, para evitar, segundo ele, a ofensiva da “máquina do governo” sobre um único postulante.

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Com informações de Gazeta do Povo

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