O Banco de Brasília (BRB) ajuizou ação na 16ª Vara Cível de Brasília para cobrar R$ 978.352,60 referentes a 11 empréstimos consignados feitos pelo ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa. Os contratos foram firmados entre novembro de 2020 e janeiro de 2024, período em que ele ainda comandava o banco.
De acordo com a petição, as parcelas deixaram de ser pagas desde novembro, mês em que Costa saiu da presidência após ser alvo da operação Compliance Zero. Como os contratos preveem vencimento antecipado em caso de inadimplência, o BRB passou a exigir o saldo total, cuja quitação estava originalmente prevista até 2035.
O processo foi protocolado na quarta-feira (11). No dia seguinte (12), a Justiça determinou que o ex-executivo seja citado para quitar a dívida. O banco também pede a penhora de bens suficientes para cobrir o valor devido, acrescido de custas e 20% de honorários advocatícios. Caso não sejam localizados bens, a instituição solicita retenção de 30% do salário de Costa, que é servidor de carreira da Caixa Econômica Federal.
A cobrança se soma a outra ação, revelada na semana passada, que trata de quatro empréstimos pessoais no valor de R$ 799.435,79, contratados entre junho de 2021 e outubro de 2024. Segundo os autos, as prestações também estão em aberto desde dezembro.
Paulo Henrique Costa é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades nas negociações entre o BRB e o Banco Master. O Banco Central barrou, em 2025, a tentativa de compra do Master pelo BRB. Antes disso, a instituição brasiliense havia adquirido títulos do Master que resultaram em prejuízo estimado em R$ 5 bilhões.
A Polícia Federal apura ainda a venda de ações do BRB a investigados, entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Master, e o empresário João Carlos Mansur, da gestora Reag. Relatório de auditoria externa aponta que Costa concentrou as negociações com o Master e a captação de novos acionistas. Ele foi afastado judicialmente da presidência do BRB em novembro de 2025.
O g1 tenta contato com a defesa do ex-presidente nos dois processos. Até a última atualização desta reportagem, não havia posicionamento.
Com informações de G1
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