Bombardeios de Hiroshima e Nagasaki voltam ao centro do debate sobre o “Grande Filtro” de Enrico Fermi

Os 80 anos das explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki, ocorridas em 6 e 9 de agosto de 1945, reavivaram discussões sobre a hipótese do Grande Filtro, conceito associado ao Paradoxo de Fermi que questiona a ausência de sinais de civilizações avançadas no Universo.

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O que é o Grande Filtro

A ideia sugere a existência de uma barreira — passada ou futura — capaz de impedir que formas de vida cheguem a estágios tecnológicos avançados ou sobrevivam a eles. Em 1950, o físico ítalo-americano Enrico Fermi formulou o paradoxo ao perguntar: “Onde está todo mundo?”. Entre as possíveis respostas, o Grande Filtro aponta para fatores como a raridade do surgimento da vida, dificuldades na evolução de organismos complexos ou, ainda, a autodestruição após conquistas tecnológicas.

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Da teoria à prática: o poder atômico

Fermi não apenas levantou a dúvida sobre a existência de outras civilizações; ele também participou do desenvolvimento da energia nuclear, passo decisivo para a criação das primeiras bombas atômicas. As detonações no Japão encerraram a Segunda Guerra Mundial e inauguraram uma era em que a humanidade se viu capaz de provocar a própria extinção.

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Arsenal nuclear atual

Hoje, segundo estimativas, o planeta abriga cerca de 13 mil ogivas nucleares, principalmente em arsenais de Rússia e Estados Unidos. Embora nenhum líder tenha acionado o chamado “botão vermelho” — nem mesmo durante momentos críticos como a crise dos mísseis de 1962 — o risco permanece. Um único erro de cálculo poderia desencadear o cenário de destruição total temido por estudiosos do Grande Filtro.

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Raízes científicas

Os avanços que permitiram a divisão do átomo nasceram no fim do século XIX e início do XX, período que incluiu a identificação da radioatividade, os estudos sobre o núcleo atômico e a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, cujo célebre E = mc² mostrou a enorme energia contida em pequenas quantidades de massa. Nos anos 1930, a primeira fissão nuclear anunciada por pesquisadores alemães levou Einstein a alertar o governo dos EUA sobre a possibilidade de a Alemanha nazista desenvolver uma bomba, impulso que deu origem ao Projeto Manhattan.

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Imagem: olhardigital.com.br

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Silêncio cósmico

Para defensores do Grande Filtro, a capacidade de construir armas nucleares pode ser precisamente a etapa em que muitas civilizações falham. Se a humanidade estiver diante dessa barreira, sua sobrevivência dependerá da administração responsável da própria tecnologia.

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Os aniversários de Hiroshima e Nagasaki funcionam, assim, como lembrete de que a busca por outros mundos — e por sinais de vida inteligente — está indissociavelmente ligada à necessidade de evitar a autodestruição no planeta em que vivemos.

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Com informações de Olhar Digital

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