O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira, 27 de março de 2026. A liberação foi confirmada pelo cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe que trata a broncopneumonia do político.
Bolsonaro deixou a unidade por volta das 9h45, trajando um colete da Polícia Federal. Às 10h19, já em sua residência na capital federal, passou pela instalação de uma tornozeleira eletrônica, condição imposta pela prisão domiciliar de 90 dias autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Durante todo o período, o imóvel será vigiado em tempo integral por policiais penais federais. Ao fim dos três meses, está prevista nova avaliação judicial.
Segundo Caiado, a recuperação nas últimas 48 horas evoluiu “de forma tranquila, sem intercorrências”, permitindo a transição completa da medicação intravenosa para a via oral. Em casa, o ex-presidente usará uma cama adaptada, levemente inclinada, recomendada para evitar broncoaspiração associada ao refluxo gastroesofágico. O médico relatou que Bolsonaro se mostrou “mais calado e pensativo”, sem indicar motivo específico.
O plano pós-operatório inclui fisioterapia diária, exercícios respiratórios progressivos e acompanhamento nutricional. No hospital, o paciente já realizava três sessões de fisioterapia por dia e, de acordo com a equipe, vem mantendo disciplina nos exercícios e na alimentação.
Exames recentes apontaram melhora do quadro pulmonar, mas também confirmaram a necessidade de uma artroscopia no ombro direito para avaliar e tratar possível lesão no manguito rotador. O especialista em ombro Alexandre Paniago solicitou uma ressonância magnética após queixas de dor; a cirurgia deve ocorrer dentro de um mês. A equipe médica suspeita que a queda sofrida por Bolsonaro na cela do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (“Papudinha”) tenha causado ou agravado a lesão.
Com a alta hospitalar e o início da prisão domiciliar, Bolsonaro inicia agora o período de 90 dias de recuperação sob supervisão médica e monitoramento judicial.
Com informações de Gazeta do Povo
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