O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, no início da noite desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, depois de quase dez dias internado para correção de hérnia inguinal bilateral e tratamento de crises persistentes de soluço. Após a liberação, ele foi conduzido de ambulância à Superintendência da Polícia Federal (PF), a cerca de dois quilômetros do hospital, onde cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado.
O relatório pós-operatório recomenda que Bolsonaro utilize um aparelho CPAP para amenizar episódios de apneia do sono e melhorar a respiração noturna. O Hospital DF Star informou que não divulgará novo boletim sobre o estado de saúde do ex-presidente.
Mesmo após a alta, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusou pela segunda vez o pedido da defesa para que Bolsonaro passe a cumprir a pena em prisão domiciliar por motivos humanitários. Moraes argumentou que não houve fatos novos que justifiquem a mudança de regime e que as recomendações médicas podem ser atendidas na unidade da PF.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a família continuará a buscar “tratamento adequado” para o pai. Já Carlos Bolsonaro criticou publicamente a decisão, comparando-a ao caso de Clériston Pereira, o “Clezão”, morto na prisão em 2023 após negativas de liberdade provisória.
Para Carlos, a negativa da prisão domiciliar agrava a “escalada autoritária” e coloca a situação institucional “à beira do colapso”.
Imagem: Vini Santa Rosa
Enquanto a defesa prepara novo recurso ao STF, Bolsonaro permanece sob vigilância médica na carceragem da PF em Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo
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