Bad Bunny transformou o show do intervalo do Super Bowl, realizado neste domingo (8/2), em um palco de protesto contra as políticas migratórias dos Estados Unidos. A apresentação, a primeira majoritariamente em espanhol na história do evento, ocorreu em meio à tensão provocada pelas ações do governo Donald Trump e do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
Eleito o artista mais ouvido do mundo em 2025, o cantor porto-riquenho reuniu símbolos da cultura latina e mensagens políticas. Durante o espetáculo, um painel exibiu a frase “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, slogan que o músico já havia utilizado ao vencer o Grammy de Álbum do Ano em 2026 com “Debí Tirar Más Fotos” — primeiro disco inteiramente em espanhol a conquistar o prêmio.
Antes de encerrar a performance, Bad Bunny recitou o nome de cada país da América Latina, finalizando com Porto Rico, sua terra natal. Dançarinos empunhavam as bandeiras das nações enquanto o artista entoava “Deus abençoe a América”.
Na sequência, o cantor apontou uma bola de futebol americano para a câmera. No objeto, lia-se a inscrição “Juntos, somos a América”. Em seguida, ele arremessou a bola no chão e declarou: “Seguimos aqui”, antes de cantar o hit “DTMF”.
O show contou ainda com Lady Gaga e Ricky Martin como convidados. As aparições reforçaram o tom de celebração da cultura latina e de crítica às políticas migratórias norte-americanas, ecoando o posicionamento assumido por Bad Bunny na cerimônia do Grammy.
No Grammy 2026, ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana, o porto-riquenho declarou: “Antes de agradecer a Deus, vou dizer: fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas — somos humanos.”
As declarações ocorreram semanas depois de protestos em Minneapolis, Minnesota, motivados pelas mortes da poeta Renee Good, 37 anos, em 7 de janeiro, e do enfermeiro Alex Pretti, também de 37, em 24 de janeiro, ambos baleados por agentes do ICE. Após os incidentes, o presidente Donald Trump prometeu desacelerar temporariamente as operações migratórias no estado.
Ao longo da carreira, Bad Bunny tem defendido publicamente melhores condições de vida para imigrantes nos Estados Unidos e reiterou essa postura no palco do maior evento esportivo do país.
Com informações de Metrópoles
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