Auditoria do TCU aponta tentativa do governo Ibaneis de influenciar Banco Central na compra do Master pelo BRB

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a abertura de investigação sobre a participação do governo do Distrito Federal (GDF), comandado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

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De acordo com relatório da Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos), tornado público pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (24), a gestão distrital teria recorrido ao TCU para pressionar o Banco Central (BC) a autorizar o negócio.

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Peticionamentos durante análise do BC

Os auditores relataram que, em 2 de setembro de 2025, enquanto o processo ainda era avaliado pelo BC, o GDF protocolou consulta no TCU alegando “morosidade excessiva” do regulador. No dia seguinte, 3 de setembro, logo após o Banco Central indeferir tecnicamente a operação, o governo distrital apresentou pedido de medida liminar urgente na Corte de contas para suspender a decisão do BC.

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Para os técnicos, o Distrito Federal tentou transformar o TCU em “instância recursal” do Banco Central, atitude que, segundo o parecer, pode configurar violação aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e economicidade. O documento ainda aponta indícios de falta de diligência e possível gestão temerária por parte dos dirigentes do BRB e do controlador estatal.

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Riscos identificados e valores envolvidos

O relatório menciona que o BRB manteve as negociações mesmo após o BC detectar indícios de fraudes e ativos inexistentes em carteiras de crédito anteriormente vendidas pelo Master à instituição pública. A proposta previa o pagamento estimado de R$ 2 bilhões ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Master, além da aquisição de R$ 11,9 bilhões em ativos classificados genericamente como “Diversos”, sem comprovação de existência ou qualidade.

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Os auditores enviaram cópia integral da instrução ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para apuração de possíveis danos ao erário.

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Posicionamento do governo do DF

Em nota, o GDF negou qualquer tentativa de pressionar o Banco Central e afirmou que o recurso ao TCU ocorreu “no estrito e legítimo exercício do direito de petição”. Segundo o Executivo distrital, as medidas cautelares buscavam proteger o patrimônio do BRB diante da demora na análise regulatória, que, na visão do governo, gerava instabilidade e depreciação do valor de mercado do banco.

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A administração Ibaneis destacou ainda que o BRB possui governança corporativa robusta e atua de forma independente. O governo afirmou não ter sido formalmente notificado sobre eventuais investigações, mas disse estar à disposição dos órgãos de controle para prestar esclarecimentos.

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Com informações de Gazeta do Povo

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