Direita mobiliza milhares em atos de 7 de Setembro por anistia e contra Alexandre de Moraes

Manifestações convocadas por grupos de direita ocuparam ruas e praças em quase 100 cidades brasileiras e no exterior na quinta-feira, 7 de setembro de 2025. Sob o lema “Reaja, Brasil”, os participantes pediram anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

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Brasília concentra lideranças políticas

Na capital federal, o ato começou às 9h, no estacionamento da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Estiveram no local os senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Izalci Lucas (PL-DF) e Jaime Bagattoli (PL-RO); os deputados federais Alberto Fraga (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF) e Zé Trovão (PL-SC); além do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo-DF). O deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF) estimou “dezenas de milhares” de pessoas no espaço.

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Alberto Fraga afirmou que o projeto de anistia deverá ser votado no Congresso em cerca de 20 dias. A manifestação ocorreu enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhava o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios.

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Áudio de Michelle Bolsonaro

Gravada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mensagem reproduzida em vários pontos do país classificou as prisões referentes a 8 de janeiro como “vingança de autoridades perversas”. Ela citou a detenção da professora Débora Rodrigues, que escreveu “perdeu, mané” no prédio do STF, e a morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, na Papuda. Michelle comparou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF aos “processos de Moscou”, ocorridos na União Soviética entre 1936 e 1938.

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Copacabana: democracia, soberania e liberdade

No Rio de Janeiro, manifestantes se reuniram entre os postos 4 e 5 da praia de Copacabana. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador Cláudio Castro (PL) destacou três eixos da mobilização: democracia, soberania e liberdade. Castro disse que o primeiro passo desejado pelo grupo é a absolvição de Jair Bolsonaro e, em seguida, a anistia.

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Flávio Bolsonaro discursou por cerca de 15 minutos e afirmou acreditar que o próprio STF “entregará a cabeça” de Alexandre de Moraes por considerar que o ministro “foi longe demais”. O senador defendeu anistia “geral, ampla e irrestrita” que inclua todos os processos ligados ao 8 de janeiro e o ex-presidente.

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Goiânia e outras capitais

Em Goiânia, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) citou fatores externos para dizer que o ambiente é favorável à pauta da direita, mencionando a liderança de Donald Trump nas pesquisas norte-americanas, posicionamentos de Mark Zuckerberg e Elon Musk, além da inclusão de Moraes em pedidos de sanção pela Lei Magnitsky. Segundo Gayer, mais de 300 deputados já se comprometeram a votar a favor da anistia.

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Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e outras capitais também registraram grande presença de manifestantes. Na capital baiana, o ato foi organizado pelo deputado Capitão Alden (PL-BA) e ocupou a região do Farol da Barra.

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Imagem: Aline Rechmann

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São Paulo: desfile e protesto

Pela manhã, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) acompanharam o desfile de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi. O evento reuniu cerca de 5,8 mil participantes, dos quais 2,5 mil vinculados a escolas e entidades civis e 2,8 mil militares, além de 151 viaturas, 150 motocicletas e um pelotão de 100 cavalos.

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Tarcísio é aguardado na manifestação marcada para as 15h na Avenida Paulista, onde também é esperada a presença de Michelle Bolsonaro.

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Mobilização nas redes

O pastor Silas Malafaia, um dos principais incentivadores dos atos, convocou seguidores para ir às ruas em defesa da liberdade e contra o que chamou de “perseguição política vergonhosa”. Mensagem semelhante foi publicada por Flávio Bolsonaro, que prometeu “um grito de liberdade” em todo o país.

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Os protestos acontecem em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF, às denúncias do ex-assessor Eduardo Tagliaferro contra Alexandre de Moraes, à CPMI do INSS e às articulações da oposição para aprovar a anistia no Congresso.

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Com informações de Gazeta do Povo

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