Brasília — 03/08/2025. Capitais e municípios de todas as regiões do país registraram, na manhã e tarde deste domingo (3), manifestações organizadas por parlamentares de oposição e simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os primeiros atos ocorreram pela manhã em seis capitais — Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Belém (PA) e Salvador (BA). Em São Paulo (SP), a concentração na Avenida Paulista começou às 14h, mas, por volta das 11h, grupos já ocupavam o local vestindo verde e amarelo.
Na Esplanada dos Ministérios, deputados como Bia Kicis (PL-DF) e Caroline De Toni (PL-SC) discursaram diante de manifestantes que entoavam “fora Lula” e “fora Moraes”. Kicis criticou projeto de lei apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que tipifica “traição nacional” com penas de 20 a 40 anos de prisão. “Se essa lei passar, quem vai preso são eles”, disse a parlamentar, seguida por aplausos.
Na Praça da Liberdade, o público ouviu, por vídeo, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que agradeceu o apoio às sanções aplicadas pelo governo Donald Trump contra Moraes com base na Lei Magnitsky. O parlamentar afirmou que articula, com 15 eurodeputados, a ampliação das punições para a União Europeia. No palco, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a política externa do governo Lula e fez ligação de vídeo com Jair Bolsonaro, impedido de comparecer por restrições impostas pelo STF.
Em Copacabana, onde milhares se reuniram, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador Cláudio Castro (PL) marcaram presença. Flávio classificou a medida norte-americana contra Moraes como “vergonha brasileira” e declarou que a mobilização busca “resgatar a liberdade”.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comandou o ato na capital paraense. Do carro de som, afirmou que o dia simboliza o “fim da censura” e conclamou o público a “reagir às injustiças”.
Na Praça Tamandaré, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) disse que a adesão numerosa indica “o fim do medo”. Ele também afirmou que os participantes falam em nome do ex-presidente Bolsonaro.
Segundo o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores, a estratégia foi descentralizar os protestos, convocando atos em pelo menos 37 cidades. A oposição espera que as sanções internacionais contra Moraes fortaleçam a pauta.
Imagem: Álvaro Capute via gazetadopovo.com.br
Além da destituição do ministro do STF, os manifestantes defendem anistia para os réus dos eventos de 8 de janeiro de 2023. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que o tema será prioridade quando o Congresso retomar os trabalhos em 4 de agosto.
O maior público era aguardado na Avenida Paulista, em evento conduzido por Malafaia e Nikolas Ferreira. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu por motivos médicos. Jair Bolsonaro permanece em Brasília nos fins de semana por determinação de Moraes.
Veja a lista divulgada pelos organizadores:
Os organizadores afirmam que, mesmo com focos distintos de público, o objetivo é “marcar posição” contra decisões de Moraes e pressionar o Congresso a pautar pedidos de impeachment e a anistia.
Com informações de Gazeta do Povo
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