Anvisa libera Leqembi para tratamento inicial do Alzheimer no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do lecanemabe, comercializado como Leqembi, para pacientes adultos na fase inicial da doença de Alzheimer. A decisão, publicada no Diário Oficial da União no fim de dezembro, autoriza o medicamento a ser utilizado em casos de comprometimento cognitivo leve e demência leve relacionados à enfermidade.

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Como o fármaco age

O Leqembi é um anticorpo monoclonal que se liga às placas da proteína amiloide no cérebro, facilitando a remoção desses depósitos associados ao Alzheimer. A aplicação é feita por infusão intravenosa a cada duas semanas, em ambiente hospitalar, com duração aproximada de uma hora. Nos estudos clínicos, conduzidos por 18 meses, o tratamento reduziu em 27% o ritmo da perda cognitiva.

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Critérios para indicação

Para receber o medicamento, o paciente deve ter a presença de placas amiloides confirmada por exames específicos. Pessoas portadoras da mutação APOE-e4, que aumenta o risco de efeitos colaterais graves, não podem ser tratadas com o lecanemabe. Entre as reações observadas estão hemorragias cerebrais, dores de cabeça e edemas que, em casos isolados, podem levar ao óbito, exigindo acompanhamento médico rigoroso.

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Custo e acesso

O preço do Leqembi ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Nos Estados Unidos, o tratamento anual custa cerca de US$ 26,5 mil (aproximadamente R$ 142,8 mil). Especialistas estimam que, devido ao valor elevado, o remédio não deve ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no curto prazo.

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Novo grupo de terapias

O lecanemabe pertence à mesma classe do donanemabe (Kisunla), aprovado no Brasil em abril de 2023 e comercializado por cerca de R$ 24 mil por mês. Ambos são considerados os primeiros a modificar a progressão da doença, embora ofereçam benefícios descritos como moderados por pesquisadores como o neurocientista Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele ressalta ainda a necessidade de avaliar a eficácia e a segurança dos fármacos na população brasileira, mais diversa geneticamente que a analisada nos testes internacionais.

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Com informações de Olhar Digital

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