Corujas conseguem se deslocar no ar com ruído praticamente imperceptível graças a modificações singulares nas penas, revela análise divulgada pela Audubon Society. Essas adaptações permitem que o predador noturno se aproxime de presas sem ser percebido, característica essencial para a caça em ambientes de pouca luz.
Segundo os pesquisadores, três elementos estruturais das asas são decisivos:
Bordas serrilhadas – pequenos “pentes” na parte frontal das penas fragmentam o vento em correntes menores, reduzindo a turbulência inicial. Textura aveludada – a superfície macia das penas absorve sons de alta frequência gerados pelo atrito. Franjas flexíveis na saída – fibras porosas na extremidade traseira diminuem o efeito de “chicote” do ar, evitando estalos.
A combinação delas forma um sistema natural de isolamento acústico. Enquanto aves comuns produzem batidas audíveis ao empurrar o ar com penas rígidas, a distribuição de massa e a flexibilidade da asa da coruja suavizam o contato e impedem a formação de vórtices barulhentos.
Na comparação com espécies diurnas, o estudo aponta que:
A biomimética busca copiar essas propriedades para reduzir barulho de turbinas e ventiladores. Projetistas de aerogeradores e fabricantes de aeronaves testam bordas dentadas inspiradas nas corujas para operações mais silenciosas, sobretudo em áreas urbanas e durante a decolagem.
O revestimento poroso garante discrição, mas compromete a impermeabilidade. Por isso, corujas evitam voar sob chuva forte: as penas encharcadas perdem eficiência aerodinâmica, dificultando a caça e a locomoção.
Com funcionamento discreto e eficiente, o mecanismo evolutivo das corujas segue chamando atenção de biólogos e engenheiros que buscam soluções de baixo ruído para a vida moderna.
Com informações de Olhar Digital
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