Brasília – A abertura dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CPMI do INSS, intensificou a defesa política do governo e de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ressaltam a autonomia da Polícia Federal (PF) nas investigações.
Os sigilos de Lulinha foram autorizados em janeiro pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura fraudes no INSS, após pedido da PF. Na quinta-feira (26), a CPMI do INSS confirmou a medida em sessão marcada por discussões entre governistas e oposição.
Interlocutores do filho do presidente repetem o argumento de que “o presidente Lula deixa a Polícia Federal investigar”, buscando diferenciar o atual governo do período de Jair Bolsonaro (PL). Deputados da base lembraram, por exemplo, acusações feitas em 2020 pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, de que Bolsonaro teria tentado interferir na PF para favorecer familiares.
A investigação liga Lulinha ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como articulador do desvio de aposentadorias e pensões, e à empresária paulista Roberta Luchsinger.
Amigos de Lulinha admitem proximidade dele com Roberta Luchsinger, descrita como uma das melhores amigas de Renata Luchsinger, esposa de Lulinha. Pessoas ligadas ao caso também apontam laços de amizade entre Lulinha e Gustavo Gaspar, ex-assessor da liderança do PDT e investigado no esquema. A PF localizou registro de pagamento de R$ 40 mil em espécie de Careca para Gaspar e anotação de outros R$ 100 mil em nome de “Gasparzinho”.
O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, informou ter solicitado acesso integral ao inquérito, alegando “campanha midiática” baseada em dados parciais e sigilosos. Interlocutores negam que Lulinha tenha recebido recursos de Careca ou atuado como lobista.
Marco Aurélio Carvalho, do Grupo Prerrogativas, recordou casos anteriores de notícias falsas envolvendo o primogênito do presidente. Já Bruno Salles, defensor de Roberta Luchsinger, confirma os repasses do lobista, mas sustenta que o dinheiro era lícito e correspondia a serviços de relações institucionais. Ele afirma que as mensagens sobre o envelope foram retiradas de contexto e que esclarecimentos já foram prestados ao STF.
Apesar da pressão política, aliados reiteram que não haverá intervenção na Polícia Federal e que o inquérito seguirá sob sigilo na Suprema Corte.
Com informações de G1
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