Alckmin defende redução imediata da Selic e prevê corte na próxima reunião do Copom

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (19/2) que “não há mais razão” para manter a taxa básica de juros da economia no nível atual e sinalizou confiança em um corte na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 17 e 18 de março.

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“Estamos otimistas com a queda dos juros. Não há razão mais para manter os juros nesse patamar. Já há uma sinalização de que a próxima reunião do Copom deve ter queda de juros”, disse Alckmin a jornalistas.

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A declaração foi dada durante a abertura da 35ª Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial, em Caxias do Sul (RS), onde o ministro se reuniu com empresários dos setores industrial e vitivinícola.

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Inflação e desemprego

Alckmin, que substitui o presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o retorno da viagem do petista à Índia e à Coreia do Sul na próxima semana, destacou que o país registra a “menor taxa de desconforto” — indicador que soma inflação anual e desemprego.

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“Inflação de 4,4%, abaixo do teto, em tendência de queda. O dólar que estava a US$ 6,30 veio para US$ 5,20 e a taxa de desemprego também está baixa”, listou o ministro.

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Sinalização do Banco Central

Na última reunião, realizada em 27 e 28 de janeiro, o Copom manteve a Selic em 15%, mas indicou que pode iniciar um ciclo de cortes em março “caso as perspectivas se confirmem”.

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Em ata, o comitê registrou que pretende “iniciar a flexibilização da política monetária” na próxima reunião, mantendo, entretanto, o grau de restrição necessário para garantir a convergência da inflação à meta.

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Atualmente, a Selic está no nível mais alto em quase duas décadas, o maior desde julho de 2006, último semestre do primeiro mandato de Lula.

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Com informações de Metrópoles

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