Parlamentares preveem intensificar, nas próximas semanas, o debate sobre a situação das 11 agências reguladoras federais. Em audiências realizadas entre julho e agosto, dirigentes desses órgãos afirmaram que a combinação de cortes orçamentários, falta de pessoal e limitações estruturais coloca em risco a regulação de serviços essenciais.
Vinculadas ao governo federal, as agências financiam a maior parte de suas atividades com taxas, multas e fundos setoriais. Somadas, arrecadam cerca de R$ 200 bilhões por ano, segundo o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, senador Marcos Rogério (PL-RO). O montante, entretanto, depende de liberação do Executivo e está sujeito a bloqueios que, de acordo com o parlamentar, alcançam até um terço dos recursos discricionários.
No mesmo encontro, dirigentes detalharam a escassez de pessoal:
A precariedade, segundo parlamentares, facilita irregularidades. Nos últimos anos, ANM, ANTT e ANP foram alvos de operações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Entre as acusações, cobrança de propina e participação de servidores em esquemas de adulteração de combustíveis.
Enquanto dirigentes pedem recomposição de recursos, parte dos congressistas critica novos aportes. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) questiona o aumento de pessoal e autonomia financeira. Para ele, mais verbas significariam maior carga sobre o setor produtivo.
Tramitam no Congresso duas iniciativas principais:
Imagem: Jas Pereira
Parte dos parlamentares, como Danilo Forte (União-CE), Keniston Braga (MDB-PA) e Júlio Lopes (PP-RJ), defende a criação de um fundo exclusivo para investimentos nas agências. Já opositores temem que a medida transforme os órgãos em “ilhas” fora da política de contenção de gastos.
O Ministério do Planejamento e o Palácio do Planalto foram procurados pelos senadores, mas não responderam sobre a liberação de verbas até o momento. A expectativa é que Comissão de Infraestrutura do Senado e comissões temáticas da Câmara retomem as discussões ainda neste semestre, com foco em recompor orçamento e quadro funcional antes do final do ano.
Com informações de Gazeta do Povo
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