Agências reguladoras denunciam sucateamento e viram prioridade no Congresso

Parlamentares preveem intensificar, nas próximas semanas, o debate sobre a situação das 11 agências reguladoras federais. Em audiências realizadas entre julho e agosto, dirigentes desses órgãos afirmaram que a combinação de cortes orçamentários, falta de pessoal e limitações estruturais coloca em risco a regulação de serviços essenciais.

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Recursos bilionários, mas orçamento contingenciado

Vinculadas ao governo federal, as agências financiam a maior parte de suas atividades com taxas, multas e fundos setoriais. Somadas, arrecadam cerca de R$ 200 bilhões por ano, segundo o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, senador Marcos Rogério (PL-RO). O montante, entretanto, depende de liberação do Executivo e está sujeito a bloqueios que, de acordo com o parlamentar, alcançam até um terço dos recursos discricionários.

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Quadro de servidores aquém do previsto em lei

No mesmo encontro, dirigentes detalharam a escassez de pessoal:

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  • Agência Nacional de Mineração (ANM): opera com 30% do quadro legal. Quatro servidores cuidam da arrecadação e distribuição de royalties de cerca de 40 mil frentes de lavra.
  • Anatel: possui 570 especialistas; 13% deles em abono de permanência. Há 508 vagas abertas e previsão de novo concurso para 50 técnicos.
  • Aneel: força de trabalho 28% abaixo do autorizado. Cortes levaram à demissão de 145 terceirizados, principalmente da área de TI.
  • Antac: diretoria relata carência de equipamentos básicos para futuros concursados e depende de dotação não prevista para posse coletiva.
  • ANTT: das 1.705 vagas previstas, 918 estão ocupadas; 46% do quadro permanece vago.
  • ANP: direção classifica 2025 como o pior cenário orçamentário já enfrentado; parte da equipe de TI foi dispensada.
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Investigações e denúncias de corrupção

A precariedade, segundo parlamentares, facilita irregularidades. Nos últimos anos, ANM, ANTT e ANP foram alvos de operações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Entre as acusações, cobrança de propina e participação de servidores em esquemas de adulteração de combustíveis.

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Divisão no Legislativo

Enquanto dirigentes pedem recomposição de recursos, parte dos congressistas critica novos aportes. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) questiona o aumento de pessoal e autonomia financeira. Para ele, mais verbas significariam maior carga sobre o setor produtivo.

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Propostas em análise

Tramitam no Congresso duas iniciativas principais:

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Imagem: Jas Pereira

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  • PEC das Agências: elaborada por uma coalizão de 16 frentes parlamentares, amplia o controle do Legislativo sobre esses órgãos.
  • Projeto de Lei Complementar 73/2025: altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para isolar, de contingenciamentos, despesas das agências custeadas com receitas próprias.
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Parte dos parlamentares, como Danilo Forte (União-CE), Keniston Braga (MDB-PA) e Júlio Lopes (PP-RJ), defende a criação de um fundo exclusivo para investimentos nas agências. Já opositores temem que a medida transforme os órgãos em “ilhas” fora da política de contenção de gastos.

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Próximos passos

O Ministério do Planejamento e o Palácio do Planalto foram procurados pelos senadores, mas não responderam sobre a liberação de verbas até o momento. A expectativa é que Comissão de Infraestrutura do Senado e comissões temáticas da Câmara retomem as discussões ainda neste semestre, com foco em recompor orçamento e quadro funcional antes do final do ano.

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Com informações de Gazeta do Povo

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