Advogada é indiciada por desviar R$ 170 mil em Gurupi, diz delegado

Uma advogada indiciada de 45 anos, que atua em Gurupi, no sul do Tocantins, foi indiciada por apropriação indébita, após investigações apontarem que ela desviou cerca de R$ 170 mil em benefícios previdenciários. Segundo a Polícia Civil, pelo menos seis clientes foram vítimas da suspeita, que teria se apropriado dos valores sem o conhecimento dos beneficiários.

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As denúncias começaram a surgir ainda em 2022. Conforme o delegado Alicindo Augusto de Souza, responsável pela investigação na 86ª Delegacia de Gurupi, as vítimas pertencem, em sua maioria, a grupos vulneráveis. Entre elas estão idosos, pessoas com deficiência e doentes, que dependiam dos benefícios para garantir o sustento diário.

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Além disso, a polícia afirma que a advogada mantinha os valores em sua conta pessoal, mesmo após o sucesso das ações judiciais em favor dos clientes.

Segundo a polícia, a advogada ocultava dos clientes a liberação de valores retroativos. Após o êxito nas ações judiciais, ela mesma sacava os benefícios e transferia os recursos para uma conta pessoal.

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O delegado Alicindo Augusto de Souza explicou que a profissional utilizava as requisições de pagamento expedidas pela Justiça em nome próprio, sem informar os verdadeiros beneficiários. Além disso, a investigada não prestava esclarecimentos sobre os processos, o que dificultava a identificação das irregularidades pelas vítimas.

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“Sacava os valores e não comunicava aos clientes que o dinheiro havia sido recebido. Eles só descobriam ao consultar a Justiça Federal”, relatou o delegado.

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Quando questionada pelos clientes sobre o andamento dos processos, a advogada respondia de forma evasiva ou simplesmente deixava de retornar os contatos. Em alguns casos, prometia um retorno que nunca acontecia, segundo as vítimas ouvidas.

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A OAB foi notificada, mas a advogada indiciada continua atuando.

Além disso, a polícia revelou que, no ano passado, a profissional firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público. Contudo, mesmo após esse acordo, os desvios continuaram acontecendo, o que levou à abertura de novas investigações. Com a conclusão dessas apurações, as autoridades indiciaram formalmente a advogada.

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O delegado Alicindo explicou que ela segue atuando porque a inscrição na OAB não foi suspensa. Mesmo depois do acordo, os desvios continuaram ocorrendo, segundo ele.

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Polícia orienta que novas vítimas façam denúncias

Diante dos fatos, a Polícia Civil alerta que pessoas que contrataram os serviços da advogada e suspeitam de irregularidades devem procurar a delegacia para registrar denúncia. A polícia já encaminhou o inquérito à Justiça, que cuidará dos desdobramentos legais.

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A pena para o crime de apropriação indébita qualificada pelo exercício da profissão varia entre um a quatro anos de reclusão, além de agravantes específicas.

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A investigação identificou um esquema contínuo de apropriação de benefícios previdenciários praticado pela advogada em Gurupi. O caso envolve públicos vulneráveis, como idosos e pessoas com deficiência. Agora, com o inquérito concluído, o processo segue para análise do Poder Judiciário. Além disso, espera-se que outras vítimas se apresentem para colaborar com as autoridades.

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